São Lino – O Segundo Papa da Igreja

É fundamental conhecermos a história das principais pessoas do Cristianismo, de forma a podermos aprender e compartilhar com outras pessoas seus exemplos e ensinamentos. Conheceremos neste artigo a figura de São Lino – O Segundo Papa da Igreja

História de São Lino – O Segundo Papa da Igreja

De acordo com o Liber Pontificalis (que reúne dados biográficos dos Papas até Pio II, 1464), seu nome provavelmente era Fabio Quintilio, daí o apelido: Lino. Ele teria origem Toscana e de acordo com as tradições posteriores, ele estudou em Volterra e depois foi enviado a Roma para continuar seus estudos.

Raffaello Maffei, um estudioso de Volterra, identificou que a cidade natal de Lino era Volterra. Em 1480 foi construída uma Igreja com um mosteiro no local. Mas, não se sabe com precisão a data de seu nascimento.

 

Pintura de São Lino que se encontra na Basílica de São Paulo Extramuros em Roma
Pintura de São Lino que se encontra na Basílica de São Paulo Extramuros em Roma

 

A Ida de São Lino para Roma

Segundo os estudiosos, Lino foi para Roma por motivos de estudo. Conheceu São Pedro e São Paulo e converteu-se ao Cristianismo. Aliás, acredita-se que teria sido Pedro quem o converteu.

Junto com os Cristãos em Roma, Lino vive tempos tenebrosos, pois no ano de 64, um incêndio destruiu quase toda a cidade e o Imperador Nero os culpou por isso. São Pedro encoraja-os com sua primeira carta:

“Não ache estranho a prova de fogo contra ti, pelo contrário, alegra-te pela parte que vieste tomar nos sofrimentos de Cristo.”

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Lino era muito querido por São Pedro e São Paulo, que confiaram a ele, segundo Irineu de Lião (padre do século II), responsabilidades muito importantes. São Paulo chegou a mencionar seu nome em sua Segunda Carta a Timóteo:

“Eubulus, Pudente, Lino, Claudia e todos irmãos te saúdam.”

Durante as viagens apostólicas de São Pedro, fora de Roma, era Lino quem ficava em seu lugar. Isso mostra o quando São Pedro confiava em Lino.

Os apócrifos “Atos de São Pedro e São Paulo” e a “Disputa com Simão Mago” são atribuídos à autoria de São Lino.

O Sucessor de São Pedro: São Lino – O Segundo Papa da Igreja

Há uma passagem de Santo Irineu (bispo de Lyon) que diz o seguinte:

“Depois que os Apóstolos Pedro e Paulo fundaram e organizaram a Igreja, eles designaram os trabalhos do Ofício Episcopal a Lino.”

São Lino – O Segundo Papa da Igreja. Pintura de São Lino feita entre os século X e XI.
São Lino – O Segundo Papa da Igreja. Pintura de São Lino feita entre os século X e XI.

 

Há um outro documento muito importante, do ano 354, chamado Catálogo da Libéria. Ali consta o nome de São Lino como aquele que vem após São Pedro.

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Dessa forma, São Lino é considerado o segundo Papa da Igreja, e o primeiro Papa Italiano. Exerceu seu ministério por doze anos.

Quando ocorreu a “Guerra Judaica”, uma revolta contra os romanos que aconteceu na Palestina e terminou no ano 70, Lino foi chamado para reanimar os fiéis e guiá-los na Fé Cristã. Seu objetivo era manter a Igreja unida em meio ao caos.

A Morte de São Lino

No Liber Pontificalis consta o martírio de São Lino teria morrido em 23 de setembro de 79, por conta de um decreto do cônsul Saturnino.

Mas tal informação para não ter uma base histórica considerando que no período que ocorreu sua morte, a Igreja vivia relativamente em paz, sob o governo do Imperador Vespasiano. Mesmo assim ele é reverenciado como um mártir por ter sofrido durante a terrível perseguição de Nero ao Cristãos e pelos graves riscos que sofreu.

Ainda segundo o Liber Pontificalis, São Lino foi sepultado na colina do Vaticano, ao lado de São Pedro. Podemos então supor que todos os primeiros bispos da Igreja teriam sido sepultados naquele local.

As Reformas de São Lino – O Segundo Papa da Igreja

Ao assumir a direção da Igreja de Cristo, São Lino tomou uma série de medidas, de forma a tentar estrutura a Igreja nascente. Dentre essas medidas podemos citar:

  • Nomeou vários Bispos e Padres com o objetivo de levar os ensinamentos de Jesus a mais lugares, expandindo o Cristianismo;
  • Conforme São Paulo desejava em sua Primeira Carta aos Coríntios, São Lino convidou as mulheres a entrarem na Igreja e participarem da Eucaristia, com véu na cabeça;
  • Introduziu na Celebração da Missa o “Communicantes” (Em Comunhão), que nomeia a Virgem Maria e os doze discípulos a invocar a ajuda de Deus, através da comunhão com eles;
  • Incluiu no manto papal uma tira de lã branca com cruzes pretas, chamada então de “Pálio”, representando a autoridade do Vigário de Jesus.

A Memória Litúrgica de São Lino é celebrada em 23 de setembro.

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